sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Carpe Diem

"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia".
Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre.
A vida não pode ser economizada para amanhã.
Acontece sempre no presente...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Marina,... você se pintou?


Maurício Abdalla [1]

“Marina, morena Marina, você se pintou” – diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como diz Leonardo.
Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?
Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as “famiglias” que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão
dixit: Serra deve ser eleito.
Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.
Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. “Azul tucano”. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.
Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.
“Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”.
Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”.


[1] Professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O dia do Aniversário

Quando somos crianças, sempre ficamos esperando por aquela sensação incrível que é o dia do nosso aniversário. Receber os amigos, aquele cheiro e sabor de pipoca, guaraná, bolo de chocolate, torta de limão (sempre a minha favorita). Mas, como tudo na vida, esse entusiasmo passa com o correr dos anos.
Mas, não importando quão velho você é, sempre é bom ser lembrado!
Já imaginou se NINGUÉM lembrasse do seu dia?! Dentre tantos outros, justamente o seu dia!
Foi o que aconteceu!
Justificativas foram muitas. Trabalho, provas, problemas.
Justificativas inválidas!
Muitos nem se deram ao trabalho de justificar.
Sempre haveria um tempo se te lembrares da data te trouxesse algum benefício.
Problemas? Todos nós possuímos.
Se hoje, uma prova da faculdade te impede de lembrar de um amigo, no futuro, será diferente? Será que o aniversário daquele seu amigo sempre vai cair em um dia corrido? Ou seriam todos os dia corridos? No dia do pagamento da escola dos seus filhos? No dia em que você tenha que entregar aquele relatório de suma importância no trabalho?
Então, no dia do seu aniversário, que cara você vai mostrar ao receber aquele abraço fraterno, um sorriso, um presente daquela pessoa que você deixou os problemas suprirem a sua relevância...
Talvez, o que aquela pessoa precisava era ser acordada por você à meia-noite, com aquela ligação que você não fez porque estava passando um filme muito engraçado na TV. Talvez fosse somente isso que aquela pessoa precisava para sentir novamente o cheiro e o sabor de pipoca, guaraná...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Só um cara...

...e você já esqueceu outros caras antes.






Ele não é o destino.
É um cara.
Existem muitos destinos.
E quer mesmo saber?
É um cara como todos os outros caras.
Como esse que te perguntou as horas no meio da rua – podia ter sido ele e você nem ligou.
Ele estava ali o tempo todo.
E ele não estava.
Ele é só um deles.
Vários.
Uma legião.
E ninguém.
Ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios perfumes.
Não sabe sangrar.
Não sabe que nome daria a um filho.
Não pode ficar mais tempo.
Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou.
E perdeu.

Talvez ele seja ninguém,
talvez seja EU!!


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pra que palavras?


Se eu posso dedicar uma canção...

Música



Não é segredo que uma das minhas paixões é a música!

Chico foi nossa revolução, em tempos duros de repressão. Foi censurado por qualquer motivo, nos anos 70. Bastava aparecer na censura uma música de sua autoria para os censores tentarem a transformação para peritos - Chico escondia a revolução entre as linhas de suas letras - tempos de cuidados redobrados. A uma certa altura a coisa ficou tão difícil que nasceu Julinho da Adelaide para burlar a censura. "Julinho" compôs Acorda Amor e Jorge Maravilha - essa última carrega até hoje uma lenda, negada por Chico: enquanto Geisel queria o filho de Sérgio Buarque na ponta de uma corda, sua filha não perdia um único disco do compositor. Ou enquanto o compositor era preso, o policial que o prendia pedia um autógrafo para sua filha. Para quem foi? Tanto faz, Chico não perdia a chance de burlar a censura. Foi perseguido a cada passo, teve seus microfones desligados durante um show com Gil, quando foi apresentar Cálice ao público - mas tal qual Julinho, escorregava pelas mãos da ditadura usando tão somente sua genialidade.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Quem planta preconceito...

Você deixaria de comer algum desses bombons por causa da cor?!
Negros, brancos, amarelos, azuis, vermelhos:
Todos Iguais!!

Builder feelings


Oferece o mínimo que tenha, o quase nada faz feliz àquele sedento.
Me oferece tua atenção, teu afeto, fragmentos de sentimento,
fragmentos estes, suficientes para ratificar a sua nobreza.
Me procura na rua, para no farol e me encontra, distraído, atravessando um cruzamento qualquer;
Me liga, pede pra eu descer que seu carro está parado na frente do meu prédio.
Liga o som, deixa a música fluir, a nossa música.
Liga o som, liga o ar, liga os motores;
Me liga.
Liga, não diz nada, mas me deixa saber que você ligou!
Apenas, há penas!
Deveras, me liga, me diz "Boa noite";
Noite por noite quiçá duraria uma eternidade...
Tiago Sampaio

sábado, 11 de setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Os mesmos erros


"O que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição."

Clarice Lispector


É complicado quando se promete a si mesmo não agir de uma mesma maneira, não repetir os mesmos erros, não se repetir em determinadas atitudes; tudo isso é muito complicado quando se é humano, imperfeito. O tempo me ensinou lições que ele mesmo trata, constantemente, de cobrar, talvez eu vá pra recuperação, mas de cabeça erguida se, de algum modo, repetir tais erros me faça mais feliz o mínimo possível!!


"Prometo nunca mais dizer nunca mais..."


Dialetos Da Paz:

-Quer saber? Quero mais é curtir. Não adianta passar a vida em função do futuro, se tudo acaba no final. Se é pra morrer, melhor que seja fazendo valer a felicidade que tem, do que a fama ou o dinheiro. Viver pro futuro é empurrar a vida com a barriga, até não dar tempo de aproveitar o que juntou. Esqueça as obrigações, os problemas e as críticas. O que tiver pra resolver, resolva logo para sair e relaxar. Encare com felicidade tudo que aparecer, experimente, faça novos amigos, cultive os antigos, viva do lado de quem e do que gosta. Fuja da rotina, e faça com que esteja sempre sorrindo! A cada dia tente pensar no que você aprendeu, pois terá utilidade. No final, você vai ter a honra de agradecer a Deus por ter vivido e não ter a vergonha de se desculpar perante Ele, de ter apenas passado pela vida...

As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido...

Fernando Pessoa